Ontem participei do encontro “Elas que pulsam”, na sede da Medtronic Brasil, uma iniciativa do Medtronic Women’s Network dedicada à trajetória das mulheres que cuidam do coração.

O evento reuniu lideranças femininas da estimulação cardíaca artificial, terapia transcateter, cardiologia intervencionista, cirurgia cardíaca e cirurgia vascular, ao lado de lideranças da indústria. Foi uma oportunidade de compartilhar experiências sobre a carreira da mulher na cardiologia, os desafios dessa jornada e o espaço que reservamos para o autocuidado.

Como cirurgiã cardiovascular e preceptora, vejo a importância de tornar essas trajetórias visíveis para as novas gerações. A presença de mulheres em diferentes especialidades e posições de liderança amplia referências, fortalece redes de apoio e ajuda a reconhecer barreiras que ainda limitam oportunidades de formação, reconhecimento e crescimento profissional.

Encontros como esse podem contribuir para a equidade de gênero ao abrir espaço para a escuta e para compromissos concretos com o desenvolvimento das mulheres nas especialidades cardiovasculares. Percebemos que muito já foi vencido mas a jornada ainda é muito desafiadora.

Falar de autocuidado nesse contexto é igualmente necessário. Quem dedica a vida a cuidar de outras pessoas precisa encontrar condições para cuidar da própria saúde ao longo da carreira.

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